De bailarina à veterinária, já pensei ser quase tudo na vida. Menos cronista de futebol. Um dia, a torcedora das arquibancadas, que já subiu a escadaria da Basílica,de joelhos, pagando promessa porque viu seu time ser campeão brasileiro, transformou a paixão em profissão. Nascia uma aprendiz de cronista e jornalista esportiva. Em outubro de 94, a repórter de TV, que falava fino sobre times de futebol, encasquetou que também escrevia crônicas. Nascia a " De Salto Alto", a coluna de jornal, que fez algumas mulheres procurarem a página de esportes, aos domingos. E a torcedora das arquibancadas ganhou prêmio em São Paulo, manchetes de revistas pelo Brasil, e um tantinho de orgulho porque começou a acreditar que desceu das arquibancadas para escrever seu nome, exatamente na mesma linha onde o futebol paraense mais brilhou.