Aletheia: A futura Mestra, que quer virar jornalista esportiva, pra falar de amor.

Aletheia Vieira: A futura Mestra em Brasília quer ir além da vida acadêmica para escrever sobre o amor pelo futebol

 

 

O texto que vou transcrever hoje poderia ter sido meu. Aletheia Vieira  enxerga  o futebol com olhos “rodrigueanos” Eu, ela e nosso Mestre Nelson Rodrigues sabemos que o pior cego é aquele que só vê a bola.Futebol é o maior palco das emoções e idiossincrasias humanas, é o falsete, é a vida real. Morando há 6 anos em Brasília, onde faz Mestrado na UnB,  Aletheia sonha em atuar na crônica esportiva paraense, naquele mesmo rame rame do qual alguns cegos, idiotas da objetividade tanto reclamam: o dia a dia dos times e jogadores, com seus dramas cotidianos,histórias de vida escondidas pelo sucesso, entorses e dança das substituições. A futura Mestra tem o mundo acadêmico a seus pés. Mas ano que vem, realiza seu principal sonho: lança seu blog sobre futebol. É lá que vai dissertar suas teses diárias de amor à esse príncipe chamado futebol. Na prática, ela talvez descubra que ele não passa de um sapo. Mas o que seria da vida sem as surpresas que lembram as  dos contos de fadas?

Sobe logo nesse cavalo, mana, e vem descobrir!

 

Futebol, meu primeiro príncipe encantado ( por Aletheia Vieira)

“Sou frequentadora de estádio, acompanho as rodadas nacionais e internacionais. Mas confesso, tenho dificuldades em identificar impedimentos, esquemas táticos e decorar nomes de jogadores.

Eu optei em ver o futebol de forma poética, romântica e dramática. A falta de racionalidade me custou muitas desilusões, lágrimas, noites mal dormidas.

E todos os dias eu me perguntava: quando vou me libertar deste fardo? Não me libertei. Tive oportunidades. Tentei me interessar por vôlei, basquete, handball. Mas nada daquilo fazia sentido. Parafraseando a frase de João Grilo, em “O Alto da Compadecida”, de Ariano Suassuna: o futebol se tornou um “mal irremediável”.

Mas até eu sentar na frente do computador e escrever meus textos, tive que lutar.

Quando eu era criança, nas reuniões de família, sentava no chão para ver os jogos nos fins de semana, porque os tios e primos ocupavam o sofá. Até aí, tudo bem. Mas havia algo que me doía o coração e dói um pouco até hoje: ver os moleques jogando na rua, sem poder fazer nada, com as mãos agarradas nas grades do portão. Eu era menina.

No fundo, gostava muito mais daquele futebol sem regras, sem locutor, sem árbitro. Não precisava torcer por ninguém. Eu ficava só olhando e sentia prazer quando um carro passava e atrapalhava a jogada de um deles. A rua, onde minha tia mora até hoje, não era asfaltada. E quando chovia, algo comum e rotineiro em Belém do Pará, minha terra natal, os meninos insistiam em correr, caíam, escorregavam na lama e desistiam. E era incrível vê-los entrar, um por um, e escutar o ruído daquele portão batendo.

Em meio as Eliminatórias da Copa do Mundo em 93, naquela empolgação de ver a Seleção Brasileira se superar e garantir a vaga, meu pai aceitou que a filha era apaixonada por futebol e estava largando as Barbies pelo Paysandu e pelo Palmeiras. Ele então me liberou para jogar num time improvisado das meninas no colégio.

Éramos um desastre completo. Eu (dizem) fui lateral e meio de campo, mas na hora de armar as jogadas, fazer alguma coisa acontecer, eu paralisava. Todas corriam e se amontoavam na minha frente para reverter. Eu não conseguia jogar.

Quando finalmente consegui o que tanto desejava, um lugar naquele futebol sem regras, que eu via por trás das grades, me sentia incapaz. Claro, o futebol era fantasioso pra mim, um fetiche, um motivo para me impor no mundo, que norteava meus sonhos. O futebol foi o meu primeiro príncipe encantado.

Superado o trauma, após anunciar minha aposentadoria dos gramados de várzea, eu vivi intensamente a Copa de 94. Aquilo foi uma alegria sem fim. Pela primeira vez, vi as mulheres da família se mobilizarem pelo futebol. Cada uma exercia sua função no esquema tático: a que fazia o almoço, a sobremesa, a que providenciava as bandeirinhas e balões verde e amarelos, além daquela que vigiava o abre e fecha da geladeira e a reposição das bebidas.

A cada jogo, a quantidade de cerveja aumentava. Na final, a administração da geladeira ficou impraticável. Compraram uma caixa de isopor gigantesca e uma tonelada de gelo pra reforçar o time.

Quando chegamos, minha avó estava quieta, num canto da sala, dando nós em um barbante.

“O que ela está fazendo?”, perguntei.

“Amarrando os jogadores”, respondeu a minha prima.
“Quais?”
“Os da Itália”.

Então, fui até a geladeira pra beber água. É claro que precisava de algo mais forte, mas não podia.

“O que esse monte de papel tá fazendo aqui, tia?”

“Tua avó pediu para escrever o nome dos jogadores da Itália e colocar no congelador”.

“Até os reservas?”

Tinham 22 papeizinhos dobrados, lado a lado, no congelador poupado pelo técnico, com a entrada da caixa de isopor no jogo. Cenas fortes.

Agora vocês entendem porque Roberto perdeu aquele pênalti e fomos campeões, né? A dona Luiza, quase uma Xamã da Amazônia. Devemos a ela.

Enquanto o Galvão Bueno gritava atracado no Pelé, vi meu pai chorar pela primeira vez. Um dos meus pequenos mundos desabou. Eu não tinha noção do que era ficar 24 anos esperando um título, depois de ver a Seleção de 70 ganhar o tri e a de 82 ser eliminada.

Meu pai parecia ser mais um desencantado pelo futebol. No âmbito de tentar me proteger, provavelmente não queria ver a filha triste e decepcionada. Queria que ela se apegasse a outras coisas.

Mas foi ele quem me deu a notícia, naquele maldito 12 de julho de 98.

“Perdemos, o Brasil perdeu. Agora só daqui há quatro anos”.

Após o segundo gol da França, eu havia saído da sala, já chorando e sem entender o por quê. Quem eram aqueles Zidane e Petit, que levaram de mim toda a felicidade?

Eu não tinha mais a minha avó, a mandingueira. Ela morreu dois anos antes. A tia que administrava a geladeira também. Faleceu após um trágico acidente de carro em abril de 98. Na rua, já asfaltada, onde os meninos jogavam, pairava o pior dos silêncios. O silêncio sem chances, nem para os mais insignificantes ruídos do portão.

Diante da minha primeira grande derrota, da primeira traição do meu príncipe, eu não conseguia aceitar, admitir, que aquilo era apenas um jogo.

E não consigo até hoje. No final, eu sempre acho que futebol vai me salvar e seremos felizes para sempre.

Fim”

                       

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               Carlos Drummond de Andrade teria muitos “Josés” nas arquibancadas do Mangueirão (arte por @futebolzueiroPA)

E agora, Josés?
A festa acabou, só temos um jogo, a cumprir tabela.
A luz apagou, até a luz do fim do túnel que levaria ao acesso bicolor.
O povo sumiu, nem a torcida costuma mais ir aos treinos de Remo e Paysandu
A noite esfriou, cadê o aconchego proporcionado pelas vitórias?
E agora, Josés?
E agora, vocês?
Você que é sem nome, mas virou Rei vendo seu jogador virar notícia nacional.
Que zomba dos outros, a cada derrota do rival
Você que faz versos, lembrando aquele feito mundial
Que ama, protesta pelo Camisa 10 que não veio, protesta em áudios que viralizam mágoa pelo amor não correspondido?
E agora, Josés?

Está sem Presidente
Está sem estádio

Está sem técnico
Está sem carinho de um Fenômeno azul, até o início do Parazão.
Já não pode beber nos estádios
Já não pode fumar, é boleiramente incorreto
A noite esfriou,
A tarde de jogo não existe mais,
O bonde pro Mangueirão não é mais preciso,
O riso não veio,
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, José?

A poesia ganhou um hiato. Começam as especulações no futebol paraense. Quem merece ficar? Quem pode ser o “José ” salvador da pátria de Remo e Paysandu? Os bicolores perderam o seu jogador mais eficiente da década. Pikachu se foi deixando um vazio, que dificilmente será preenchido. Vencer o Parazão vai ser questão de honra para a torcida. Afinal, o rival está ali, no cangote, a um título de acabar com essa graça de “mais títulos estaduais, mesmo sendo mais novo”

O Remo quer fazer de 2016 um recomeço. Reestabeleceu  a auto estima depois do acesso. Respeitem o Leão, ele agora tem posto. Quer fugir da jaula para fazer barulho também fora das arquibancadas. Chegou a hora de o  Remo começar a mostrar que não é só um time de futebol, com uma torcida fenomenal, mas pode voltar a ser um Clube, com gestão competente, moderna e sagaz. Na qual os egos impávidos sejam cremados, sem dó nem piedade, em meio à fogueira de vaidades. 2016 tá batendo na porta. E agora, Josés, para onde vão os nossos sonhos?

“O  tempo voa, rapaz. Pegue seu sonho, rapaz. A melhor hora e momento, é você quem faz.. (Pensamento- Cidade Negra)”

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A hora de Pikachu chegou. Neste sábado, 21, contra o Criciúma, no Mangueirão, o menino Yago Lisboa estará fazendo seu último jogo com a camisa do Paysandu, em Belém. No outro sábado, 28, o time bicolor encerra a participação na série B deste ano, contra o Oeste, em São Paulo. Mas é amanhã, que o menino de ouro da Curuzu se despede do torcedor paraense. Alguns desses torcedores destilaram ingratidão nos últimos meses. Ora, vão catar coquinhos. Acusar Pikachu de corpo mole, simplesmente, sem relativizar as circunstâncias, é até leviano. Se coloquem no lugar do rapaz, que, muito possivelmente, está com pré contrato assinado com algum clube ainda não conhecido oficialmente.

Pikachu esperou 2 anos por essa chance de criar asas. Ama o Paysandu mais do que muitos torcedores, que assistem aos jogos do bicola do sofá de casa. Sim, respeita de verdade o clube. E com certeza, jogando bem ou não nessa reta final do brasileiro, ele é a cara do Paysandu pelo Brasil. E foi o melhor lateral direito do Papão, em se tratando de números, nos últimos anos. A mesma lateral onde já brilharam Aldo, que depois foi pro Fluminense, Marcelo Silva, Boiadeiro, Luis Fernando… Nem mesmo Aldo, que jogou no Flu,  conseguiu ser o embaixador do futebol paraense lá fora, como foi e é o Pikachu. Em quatro temporadas vestindo a camisa do time que o revelou para o futebol, Yago marcou 62 gols em 218 jogos. Contra números no futebol, não há argumentos.

A questão é: o que será do Paysandu sem Pikachu? Quem será a nova referência do time no Parazão, cuja conquista vai ser obrigatória para a maioria da torcida, depois da perda do título de forma, digamos, desastrada, para o maior rival? O consolo poderá vir através de uma cota de 1 milhão de reais, que deve ser adiantada pela TV Globo, depois da renovação de contrato da emissora, que detêm os direitos de transmissão do campeonato, por mais 5 temporadas com os clubes participantes. Não se sabe quem será o novo camisa 2 contratado, mas ele certamente não terá a identificação com o clube que possui o menino Pikachu. Yago começou no futsal da Tuna, mas foi no Paysandu que começou a jogar o futebol de campo. Conhece todos os antigos buracos e atalhos mágicos daquele gramado. Não foi só um lateral incrivelmente eficiente no apoio, foi também exemplo de profissional.  O menino é avesso às farras, foge à regra de alguns jogadores que priorizam as aparências. Pikachu é Pikachu e ponto final. Se todos fossem iguais a você, garoto, que maravilha seria torcer…A lapada certeira vai fazer muita falta. Mas eis que chegou a roda viva e carregou, finalmente, o destino de Yago Pikachu pra lá…

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De férias em Itaperuna, Rio de Janeiro, o técnico Cacaio, vive a expectativa da resposta do Clube do Remo à sua proposta para permanecer no comando do time, em 2016. O diretor de futebol, Sergio Dias, disse que o sim ou não da diretoria seria nesta terça-feira, 17. Confira a entrevista que gravei com o técnico Cacaio, nesta manhã de terça:

O que falta para a sua renovação de contrato?

Na semana passada, você chegou a dar entrevistas afirmando estar tudo certo para a sua volta. O que aconteceu para isso ainda não se confirmar?

O que o Remo ainda lhe deve?

O atual presidente, Manuel Ribeiro, lhe deu algum prazo para a resposta azulina?

Você quer ficar?

Quais são seus planos para o Remo em 2016?

 

 

Nosso entrevistado de hoje é o Diretor de Futebol do Cube do Remo, Fred Gomes. Cearense “arretado”, de personalidade forte, Fred entrou no Clube de Antônio Baena e com muita seriedade e trabalho, ajudou a montar o elenco de 2015. Aparou arestas e foi o elo de ligação fundamental na relação entre atletas e diretoria. Fred não é muito de falar, mas vem respondendo com seu trabalho vitorioso e o reconhecimento dos clubes pelos quais passou. E aqui não seria diferente.

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Quem é Fred Gomes?

É uma pessoa oriunda  do estado do Ceará,  trabalhador que possui uma personalidade forte, muito perfeccionista nas atividades que desenvolvo , além de seu uma pessoa exigente e muito justa.

Fred, você começou sua carreira na gestão executiva em 2009, fazendo um estágio no Vasco da Gama, junto com o Rodrigo Caetan. Sua primeira experiência como executivo de futebol foi entre 2010 e 2012 no Ceará e depois, Icasa, onde trabalhou nos bastidores para o acesso à série B, tendo ainda depois um  papel importante na permanência do clube na B com algumas contratações chave  na reta final. Hoje chega no Clube do Remo, conseguindo um título e o tão almejado acesso. Qual o segredo do sucesso?

Iniciei minha carreira como dirigente no futsal no ano de 2003 e encerrando em 2008, onde conquistei títulos por agremiações diferentes. Após essa experiência aceitei o convite do meu amigo Jurandi Jr para ser supervisor de futebol do Cerará Sporting Club cargo que exerci durante o ano de 2009 até julho de 2010. Com a saída do então gerente de futebol para outro clube, acumulei as funções até dezembro de 2010. Já em 2011 fui efetivado no cargo de Gerente ficando até outubro deste mesmo ano. Em 2012 iniciei o ano buscando qualificação profissional tanto dentro quanto fora do estado, sendo que em junho aceitei um novo desafio assumindo o cargo, a convite do presidente da entidade, de Gerente Operacional na Federação Cearense de Futebol, onde permaneci até inicio de dezembro, pois já tinha acertado minha ida em 2013 para o Icasa onde trabalhei durante todo o ano de 2013 fazendo uma campanha histórica por um clube pequeno do interior do Ceará ficando a 1 ponto da Série A.

Em 2014 retornei a Federação Cearense de Futebol para ocupar o mesmo cargo que exerci no ano de 2012, permaneci durante o período de 1 ano até receber e aceitar o convite do Clube do Remo, feito pelo então Vice-Presidente Dr. Henrique Custódio, para ser Executivo de Futebol cargo que exerço até hoje.

Esta caminhada de sucesso atribuo a dedicação ao trabalho e respeito as instituições que trabalhei, além de respeito as pessoas que fazem o nosso dia a dia profissional, buscando sempre a melhoria estrutural da instituição e qualificação dos profissionais que compõem o nosso departamento.

Encontrou muita dificuldade dentro do Remo, na tentativa de profissionalizar o futebol azulino?

Encontrei muita dificuldade, da qual analiso como normal, pois tínhamos um gigante adormecido que vinha de insucessos dos anos anteriores, mas com o passar dos meses fomos  conseguindo implementar o trabalho da melhor maneira possível, o que nos levou ao alcance dos objetivos.

Durante o ano de 2015, o Remo saiu de total descrédito, para um ano muito bom. Saindo de uma eliminação no primeiro turno do paraense, antes das finais, para o título, final da copa verde e acesso. Sabe-se que por várias vezes, os jogadores tinham em você um canal entre atletas e clube. Como conseguir tamanha credibilidade com os jogadores?

A credibilidade juntos aos atletas e profissionais se consegue com respeito e confiança tratando todos como iguais, mostrando sempre o que é correto e sendo simples e objetivo nas atitudes do dia a dia.

Fred Gomes fica pra 2016?

Tenho a intenção de permanecer para o ano que vem e dá seguimento ao trabalho iniciado este ano, tudo dependerá da diretoria que comandará o clube.

O que esperar do Remo em 2016?

Independente de minha permanência ou não espero que o clube continue seguindo o caminho que está trilhando de respeitar seus profissionais e buscar cada vez mais melhorias que sejam compatíveis com sua grandeza

Você  já tem entrado em contato com possíveis reforços pra próxima temporada? Já existe alguém no radar? Quem?

No momento, o clube esta buscando resolver as pendencias com aqueles profissionais que não renderam o que nos esperávamos e buscando a renovação com os que tiveram rendimento positivo. Sobre novos contratados, temos nosso banco de dados e no momento a prioridade é definir a situação do treinador e do comando do futebol.

Nosso personagem da semana é o Dr. André Cavalcante, diretor do programa de sócios Nação Azul, do Clube do Remo. Na sua gestão, o programa decolou, já é realidade, possui mais de 11 mil torcedores cadastrados, sendo que, mais de 7 mil estão adimplentes. O Nação Azul, apenas no mês de outubro, gerou uma receita pros cofres azulinos de  R$383.000,00. Dr. André é também um dos nomes mais falados pela torcida para ser o novo  Presidente do Clube. Hoje, vamos conhecer um pouco sobre ele,sua opinião sobre os bastidores, e, afinal, se toparia a missão  de ser Presidente e o que espera como futuro ideal pro Clube.

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1. Essa semana, no Clube do Remo, tivemos a renúncia do Presidente Pedro Minowa e de seu vice, o Dr. Henrique Custódio. Demos início à uma nova corrida eleitoral no Clube azulino. Seu nome é ventilado com muita força nas redes sociais pela torcida, como um possível candidato à  Presidente do Clube. Pretende se candidatar?

– Ser candidato é aspirar a algo, àquilo a que se candidata, assim, se você me perguntar se sou candidato à Presidência do Clube do Remo, lhe direi que sim, que sou Candidato, pois qual o Remista que um dia não almejou fazer algo de forma efetiva em benefício do Clube? Agora, se serei Candidato no pleito que se avizinha, ainda não posso lhe responder.

Veja, o Clube só saírá da situação que se encontra, se conseguirmos convergir todos os esforços em prol da instituição. Essa união tão necessária não brotará do nada, ela precisa ser discutida, debatida, trabalhada por todos os grupos, que ora se organizam para participar do pleito. O ideal seria uma Chapa única, pois pacificaria definitivamente o Clube. Assim, se nesse contexto, meu nome surgir como uma alternativa, não fugirei à luta, não me omitirei.

Nunca seria candidato por mera vaidade. Sei que posso contribuir com o Clube de outras formas, em outras frentes, porém, repito, se necessário, e, principalmente, se conseguirmos aglutinar um grupo de apoio forte e coeso, ficarei muito honrado em disponibilizar meu nome para julgamento pelo voto dos Remistas.

 

2. O sócio torcedor azulino atualmente possui mais de 11.000 sócios e mais de 7.000 adimplentes, o que gera uma receita fixa mensal de mais de R$ 300.000,00 mensais ao Clube. Qual o segredo do sucesso do programa? Você se preparou pra isso?

– Quando assumi o NAÇÃO AZUL, programa Sócio Torcedor do Clube do Remo, no final de junho de 2015, decidi, antes de tudo, estudar casos de sucesso no Brasil. Assim, enquanto a casa era “arrumada” internamente, busquei, inclusive in loco, conhecer o que os grandes Clubes do país estavam adotando como estratégia para seus respectivos programas.

Após este período de estudos e reorganização interna, que levaram dois meses, em setembro lançamos a nova campanha denominada “PELO REMO SOMOS LEÕES”, a qual foi alicerçada em uma forte e agressiva campanha de marketing. Concomitante, lançamos o que entendo ser o divisor de águas, o Programa NAÇÃO AZUL, o primeiro programa em TV aberta de um Clube de Futebol no norte do país. A soma desses fatores elevou a auto estima dos nossos torcedores que, assim, passaram a acreditar na proposta desta “nova” NAÇÃO AZUL.

Logicamente que o momento do time no Campeonato Brasileiro da Série D, que culminou com o acesso á Série C após 7 anos de tentativas frustradas, também contribuiu de forma decisiva para alavancar o Sócio Torcedor do Clube.

3. Caso não surja esta oportunidade pra Presidência,  você pretende ficar no programa de sócios Nação Azul?

– O Clube do Remo é uma instituição grande e complexa. Hoje o Clube possui, além do futebol profissional, que dispensa maiores comentários em termos de tempo e dedicação, as divisões de base, os esportes amadores e olímpicos, além das demais facetas de um Clube social. Assim, é quase impossível um Presidente se dedicar a outra coisa a não ser a administração macro da instituição.

Por conta disso, é muito importante que qualquer um que pretenda assumir a presidência do Remo possua quadros em seu grupo de apoio, pessoas qualificadas para exercerem as mais diversas funções no organograma do Clube.

Nesta perspectiva, mesmo acreditando que o programa Sócio Torcedor é a melhor alternativa para equacionarmos nossos problemas financeiros, e no cenário de um possível êxito no pleito, não haveria como acumular tais funções. Porém, pela importância externada, seria um dos aspectos do Clube que mereceriam um acompanhamento diferenciado.

Completando a resposta, no segundo cenário, não galgando à presidência, sempre estaria disposto a comandar o programa pela importância já declinada.

4. O que é o melhor para o Remo neste momento?

– O Clube precisa ser pacificado, precisa ter um “timoneiro”, um líder referendado pelo corpo social do Clube, alguém que pudesse aglutinar forças e esforços em prol do Remo. Assim, não há outra saída senão a convocação de novas eleições.

As novas eleições não seriam possíveis apenas com a renúncia do Presidente Minowa, pois estatutariamente deveria assumir a presidência o seu vice, Dr. Henrique Custódio, contudo, com sua renúncia na última segunda-feira (09/11), o panorama mudou e as eleições serão inevitáveis.

Por outro lado, todos os atores do pleito precisam entender que passadas as eleições, os palanques devem ser desarmados e que todos, vistam literalmente a camisa do Clube do Remo e caminhem juntos, lado a lado. Esse pleito precisa ter apenas um vencedor, o CLUBE DO REMO.