ptesidentes Remo

Neste sábado, 23 de janeiro, na Sede Social do Clube do Remo, acontece a eleição para escolher o novo Presidente azulino, que vai assumir o clube por um período de 10 meses. 10.043 sócios estão aptos a votar. A eleição vai acontecer das 8 da manhã às 5 da tarde. Temos 4 chapas concorrendo ao pleito. Os candidatos à Presidente são Miléo Junior, Zeca Pirão, Alcebíades Maroja e André Cavalcante.
Confira o que cada um dos candidatos pensa sobre assuntos pontuais na atual realidade azulina.

1 – Por que você decidiu concorrer à presidência do  Remo?

Alcebíades Maroja:

Acredito que temos excelentes profissionais ao nosso lado. O Remo precisa, em primeiro lugar, de transparência, colocar profissionalismo na sua gestão, não exclusivamente no futebol, mas como um todo. Na parte financeira, contábil, no marketing, no Nação Azul… Nós nos reunimos e formamos uma equipe com ideias, propostas e projetos de gestão. Por amor, não havia condições, falo por mim, de uma dedicação ao Remo em tempo integral por causa do meu trabalho, então pedi a minha aposentadoria. Hoje eu posso me dedicar exclusivamente ao Remo.

André Cavalcante:

Minha candidatura surgiu de maneira natural. Surgiu pelo trabalho e comprometimento em prol do Clube, tanto no CONDEL, quanto no programa sócio torcedor (Nação Azul) e mais recentemente na Diretoria de Futebol. As pessoas viram isso e a partir da grande adesão, aceitamos ser candidato ao cargo de Presidente.

Miléo Junior:

Ser presidente, acredito ser o sonho de qualquer remista!
Minha decisão veio do apoio e respaldo à minha candidatura de grandes remistas e por me sentir preparado para enfrentar esta honrosa missão e assim ter oportunidade de iniciar um processo transformador em nosso clube.

Zeca Pirão:

Pelo amor e respeito que sinto e, porque ainda tenho muito a colaborar. Infelizmente, não consegui me eleger na eleição passada, pois se isso tivesse acontecido, muita fatos não teriam ocorrido. Tenho um compromisso moral com meus torcedores, além de um time forte: A conclusão do Baenão.

2 – Quais as medidas para equacionar as dívidas do clube?

Alcebíades Maroja:

O que acontece não vem de hoje, existe uma inviabilidade de gestão. Queremos colocar o Remo em uma situação de equilíbrio econômico para que ele possa, pelo menos, concluir uma temporada com equilíbrio nas suas contas. Mas o Remo não tem balancete desde o início de 2000, não se sabe hoje quem é o passivo, quem é o ativo nas contas. O primeiro passo é fazer uma auditoria. O segundo é identificar as falhas, elas precisam ser apuradas. Não existe caça às bruxas, ate porque todos que passaram aqui, isso é um pensamento meu, deram seu sangue, sua vida por amor ao Remo, mas se houve erros, eles têm que ser apurados. Nós faremos algumas sindicâncias, eu falo do estádio, dos R$ 423 mil reais (que foram levados no assalto à sede), do que não foi depositado de INSS, FGTS, que se tornou um crime federal.
A informação que nós temos é que o Remo pagou a metade do salário de setembro ao elenco de futebol. Nós não temos informações concretas sobre absolutamente nada. Inclusive eu deixo aqui que ocorreu uma reunião com os pré-candidatos e o Manuel Ribeiro, que se colocou aberto para qualquer informação, mas nós estamos tendo extrema dificuldade de conseguir isso. A situação financeira e econômica está difícil. Peço que a diretoria interina se empenhe, e entregue e preste conta da receita, que faça um balanço da gestão. O problema financeiro existe em parte pelo descontrole. O Remo não tem um balanço, não sabem quanto se arrecada e gasta. Não existe prestação de contas.

André Cavalcante:

Investir no que está dando certo, como o Sócio Torcedor e as Lojas franqueadas; buscar novas fontes de renda, como novas parcerias e lançamentos de novos produtos; além do incremento das fontes tradicionais, como a bilheteria dos jogos, a partir a formação de um time forte e vencedor.

Miléo Junior:

Profissionalização da gestão com transparência, cumprindo contratos gerando credibilidade e estabelecendo uma responsabilidade com as finanças do clube, só gastando o que efetivamente se arrecada.

Zeca Pirão:

Já estamos com equipe que irá confeccionar um estudo detalhado das dividas do Clube do Remo. Nossa primeira providência à respeito, será reunir com os setores Juridico, Administrativo e Financeiro do Clube do Remo, e, literalmente, tomar conhecimento de todos os débitos que o nosso clube possui. Após esse procedimento, não envidaremos esforços para equalizar essa situação.

3 – Como evitar as penhoras?

Alcebíades Maroja:

Se nós conseguirmos, dentro da receita líquida do Remo, tirando os bloqueios de renda e pagamento de impostos, reservar 10% de toda essa arrecadação com aluguel, bilheteria, sócio torcedor, proprietário, enfim, montaríamos um fundo de reserva financeiro para viabilizar esse período em que o Remo estará sem competições, o pagamento dos funcionários que fazem o Remo funcionar e dos jogadores que vão continuar no plantel. Mas pra isso tem que ter uma disciplina fora do comum e isso, posso garantir, eu tenho. Vamos criar um escritório ligado ao marketing para captar recursos e criar projetos, buscando parceiros não só na esfera publica, como também na privada e corporativa, viabilizando a estrutura financeira do clube

André Cavalcante:

Pagar os débitos e honrar acordos, em especial na Justiça Trabalhista.

Miléo Junior:

Com gestão do nosso departamento jurídico junto a Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Justiça Comum. Cumprindo os acordos firmados. Aliado com a organização administrativa, visando sanear o Clube.

Zeca Pirão:

Com responsabilidade. Assumindo e honrando os compromissos. Para que isso ocorra, esses compromissos tem que ser equânimes com a realidade do Clube do Remo. Não podemos disponibilizar toda a Receita para as dividas já assumidas. Teremos inúmeras familias sob nossa proteção, que são os funcionários. Se trabalham, merecem e tem que receber, para poder produzir mais e, levar o sustento para os seus.

4 – Como você vê o programa de sócio-torcedor? Existem projetos para o fomentar? 

Alcebíades Maroja:

No mundo inteiro tem se valorizado o sócio torcedor, e nossa gestão valorizará mais ainda o sócio. Vamos valorizar aquele que comprou um título de sócio-proprietário. Hoje, o Clube do Remo não retribui nenhum serviço cobrado. E também valorizar o sócio torcedor, pois se eles foram motivados, o que for arrecado deles, conseguimos pagar algumas dívidas e o dinheiro da bilheteria seria direcionado para outras áreas.

André Cavalcante:

Como Diretor do Nação Azul e, portanto, conhecedor das suas enormes possibilidades, só posso vê-lo como a mais promissora e imediata fonte de recursos para o Clube, já que em um curto espaço de tempo podemos chegar a patamares capazes de garantir a folha da folha salarial do clube. Para fomentar o aumento da arrecadação, teremos em 2016 novidades como o lançamento do programa de pontuação, clube de vantagens, convênio com o  Cartão Mais Saúde, loja itinerante e muito mais.

Miléo Junior:

É um programa de suma importância para qualquer clube de massa. Contudo a implementação efetiva requer ajustes pontuais visando combater a inadimplência e evitando que se torne um concorrente da bilheteria do clube. Fomentá-lo sugere a adoção de medidas que efetivamente atraia o torcedor sem contudo cause prejuízo a receita do clube. Diversificar as categorias de ST e escaloná-lo poderá ser uma das alternativas que iremos avaliar.

Zeca Pirão:

O programa sócio torcedor é uma realidade em todos os clubes de futebol, sua receita alavanca e ajuda na resolução de dividas, contratações e na vida cotidiana de um Clube.

Claro que temos projetos para fomentar ainda mais, para atrair o torcedor para nosso seio. No momento certo esses procedimentos serão apresentados à nação azulina.

5 – Em caso de vitória, pensa em aglutinar forças com alguém das chapas concorrentes?

Alcebíades Maroja:

Sim. Há a possibilidade de juntar forças com chapas concorrentes, porque todos aqui temos- praticamente- os mesmos interesses, que é buscar melhorarias em todas as áreas do Clube do Remo.

André Cavalcante:

O Remo tem que estar acima de tudo. Vencendo, vamos estar de braços abertos para receber ajuda de todos aqueles que amam o Remo.

Miléo Junior:

Com nossa vitória todos os remistas serão convidados a nos ajudar independente de chapas ou grupos. Afinal, é o bem do clube que todos queremos e este momento pode ser uma oportunidade impar para iniciarmos um projeto transformador e perene para a nossa e as futuras administrações do clube.

Zeca Pirão:

Evidente que sim, não somos inimigos e sim adversários em uma luta em prol do Clube do Remo. Seria muito salutar que não tivesse essa disputa, para este mandato tampão. Procuramos todas as chapas, levando essa proposta. Infelizmente, eles já tinham assumido compromisso com seus correligionários, e, não puderam assim proceder.

6 – Quais os planos para o Baenão e a modernização da sede social?

Alcebíades Maroja:

Em 10 meses é impossível dizer que vou levantar tudo. Existem algumas pessoas que estão dizendo que tem R$ 3 milhões para colocar lá. Vai ser feita uma perícia técnica para se calcular o prejuízo ocasionado pela derrubada que fizeram no estádio. Vai ser verificado, dentro de uma sindicância, quanto foi arrecadado com a venda de cadeiras e camarotes. Vamos fazer essa sindicância e ajuizar uma ação para que o responsável devolva o patrimônio derrubado. Vamos buscar parceiros, mostrar a visibilidade que o Baenão oferece para quem aceitar reconstruir o estádio. Temos parceiros em mentes, mas não podemos divulgar ainda.

André Cavalcante:

Antes que qualquer intervenção no Baenão, precisamos fazer um estudo sério de viabilidade do estádio. A partir das respostas deste estudo, poderemos mensurar se teremos ou não condições de investir no modelo definido. Precisamos ter responsabilidade com as finanças do Clube.

Em relação a sede, desenvolveremos o plano diretor da área. Vamos promover a padronização arquitetônica e, assim, a criação de novas áreas de lazer para atender nossos associados.

Miléo Junior:

Estamos propondo a criação de uma diretoria exclusiva para trabalhar os projetos estratégicos para o clube, o retorno a nossa casa, o Baenão, será uma prioridade e a modernização de nossa sede também, para oferecer opções reais de uso e com serviços de qualidade aos nossos sócios. Partindo do diagnóstico de cada realidade e do planejamento, iremos iniciar a prospecção de parceiros que possam vir nos ajudar a tornar todos os espaços do clube autosustentáveis.

Zeca Pirão:

BAENÃO – Na segunda feira, dia 25 de Janeiro de 2016, convido você a visitar o Baenão. Verá o verdadeiro campo de trabalho que ali estará sendo montado.

Nosso projeto e compromisso é dia 15 de Agosto, quando o Baenão completa 99 anos de existência, entregarmos para a torcida em sua totalidade (camarotes, cadeiras, arquibancadas). Tem muito a ser feito, mas vamos conseguir, com a graça de Deus.

7 –  Na sua possível gestão, o Clube do Remo vai aderir ao Profut?

Alcebíades Maroja:

Sim, claro. Aderir o Profut e colocar em prática e assim retirar o Clube do Remo do cadastro de devedores e recuperar a credibilidade.

André Cavalcante:

Sem dúvida nenhuma. O PROFUT é a grande chance do Clube controlar sua dívida tributária, com enormes vantagens, além de possibilitar que o clube passe a deter a Certidão Positiva com efeitos de Negativa, o que fará com que possamos captar recursos de órgãos estatais, assim como de algumas empresas privadas que exigem a prova da saúde financeira dos patrocinados.

Miléo Junior:

É um dos principais objetivos de nossa administração, caso nossos sócios nos dêem esta oportunidade. Criaremos uma Comissão composta de advogados, administradores e contadores, que irão analisar, ajustar, e aderir o PROFUT.

Zeca Pirão:

O PROFUT é uma realidade, não pode ser deixado de lado, é a maior responsabilidade do dirigente, a transparência, o respeito para o torcedor, aquela pessoa simples que por vezes tira de seu próprio sustento para ir ao estádio para ajudar seu clube.

 

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            Foto: Diego Beckman

Pelo oitavo ano seguido, a TV Cultura do Pará vai transmitir os jogos do Parazão. O Programa “Meio de Campo” começará uma hora antes dos jogos que serão transmitidos e terá a participação de jornalistas, ex jogadores e convidados debatendo a rodada. Quase 6 milhões de telespectadores em 116 municípios do Estado receberão o sinal da TV Cultura com a transmissão dos jogos. Além de uma nova dupla de apresentadores (assistam para descobrir quem são ;)) , o programa vai ter outro cenário, abertura e ganhará mais 20 minutos depois dos jogos, com uma mesa redonda debatendo as partidas pela internet (Portal Cultura) e pela televisão, aos domingos.

A Funtelpa repassa quase três milhões à FPF, além de Banpará e SEEL, que também entram na cota do Governo do Estado.

O investimento é de mais de 500 mil reais a cada campeonato, com pagamento de diárias, contratação de equipe, transporte e logística para garantir em média a transmissão de 40 jogos.

Este ano, com a volta do São Raimundo e Tapajós à disputa, 1/3 do Pararão vai acontecer em Santarém, o que exige ainda mais investimentos para garantir as transmissões.

O Parazão atrai olhares dos paraenses espalhados no mundo inteiro, é o maior evento esportivo do Estado, recebe investimento público e está alinhado com a missão da emissora, além é claro de ser uma ótima oportunidade para que novos telespectadores sintonizem a TV e descubram outros produtos da emissora”, destacou Adelaide Oliveira, Presidente da Funtelpa.

E atenção, o time do programa Meio de Campo já entra em campo no jogo de estréia do Parazão 2016, às 16 horas (horário de Belém) do dia 30 de janeiro, na preliminar de Tapajós x São Raimundo, em Santarém.

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Por Mauro Tavernard

 

Jogo: Everton 2 x 1 Manchester City

Competição: Copa da Liga Inglesa (semifinal)

Estádio: Goodison Park

Cidade: Liverpool (Inglaterra)

Público: 38.978 (95% de ocupação)

Momento: Meu primeiro jogo na Copa da Liga Inglesa

Data: 6 de janeiro de 2016

Horário: 20h00 (horário UK)

Temperatura: 2 graus

Moeda local: Libra

Preço do ingresso: 15 libras (jogo)

Melhor jogador: Ramiro Funes Mori (desarmou Yaya Toure em lance perigoso, salvou quase gol do City e ainda marcou o tento dos Tofees)

Escalação:

Everton:

Joel Robles; Seamus Coleman, Ramiro Funes Mori, John Stones e Leighton Baines; Muhamed Besic, Gareth Barry, Ross Barkley, Gerard Deulofeu e Tom Cleverley; Romelu Lukaku. Técnico: Roberto Martinez.

Leon Osman, Kevin Mirallas e Arouna Kone entraram no segundo tempo.

MANCHESTER CITY

Willy Caballero; Gael Clichy, Nicolas Otamendi, Eliaquim Mangala e Sagna; Fernandinho, Fabian Delph, Yaya Toure, David Silva e Kevin De Bruyne; Sergio Aguero. Técnico Manuel Pellegrini.

Fernando, Jesus Navas e Martin Demichelis entraram na segunda etapa.

 

O melhor jogo do Everton na temporada (e o meu também) Godison Park, o estádio do Everton FC, situado na cidade de Liverpool, possui uma das maiores atmosferas de estádio de futebol que já presenciei na vida. A torcida, as comidinhas, o clima pré-jogo… Vários são os ingredientes que me fizeram optar por novamente ir para a casa dos Blues, ao invés de ir para outros jogos, como por exemplo Anfield Road, estádio do badalado Liverpool FC. Eu sei, o Liverpool é um dos maiores times do mundo blá, blá, blá, mas eu acabei pegando uma antipatia

involuntária desse clube desde o momento em que pisei em Dublin. Explico: por ser muito próxima à Liverpool (cerca de 45 minutos de vôo), e não possuir futebol local forte, muitos irlandeses escolhem times como Manchester United (30 minutos de carro saindo de Liverpool) e os Reds para torcerem. O resultado é um festival de camisas vermelhas, principalmente do Liverpool, e esse monopólio todo me lembra o Flamengo, e como bom vascaíno, só entro em Anfield para ver o Derby no lado dos Blues.

Voltando ao jogo, resolvi escolher esta partida, que não estava nos meus planos ou orçamentos, por conta do preço das passagens (20 euros ida e volta), ingresso (25 euros) e hostel (inacreditáveis 8 euros). Isso é menos que o ingresso que paguei no jogo dos Citizens pela Champions League mês passado. Ocorreu um erro do sistema da minha escola e acabei liberado das aulas essa semana, por isso aproveitei a chance. Para mim, a pequena e pacata cidade inglesa ainda reluzia em minhas memórias ensolarada, cheia de gente e alegre, como vi em setembro, na minha última visita. Mas desta vez o que vi foi um lugar cinzento, sujo, ruas desertas, frio e aspecto triste. Até ameaça de bomba teve na última sexta-feira, dois dias após o jogo (assim como em Paris, saí um dia antes da confusão).

Isso tudo só me fez perceber o quanto eu me identifico com a Inglaterra, sobretudo com as cidades afastadas de Londres, lugar em que as pessoas são realmente esnobes, “like” os parisienses. Em Liverpool ou Manchester, você ainda vai levar muita resposta torta, muita gente estúpida pode aparecer, como em toda europa, mais com bem menos frequência. No geral, as pessoas são simpáticas e super prestativas, lhe ajudam mesmo. Lugar ótimo para fazer amizades e curtir bons momentos, mesmo no penoso inverno inglês. Assim como Dublin, o sol é raro nesse período, e confesso que nem vi resquícios de luz.

Neste dia dark, cheguei no hostel por volta das 12hrs, e não tinha ninguém no meu quarto de seis camas. Antes havia passado no Tesco, maior rede de supermercados de UK, para comprar coisas para comer. Com tantos jogos em mente, o máximo de economia sempre é necessário, e nada melhor que ir num supermercado comprar comida semi-pronta, sanduíches e um suco. Fiz meu frango com arroz e curry no micro-ondas do hostel e, após a soneca, fui a caminho de Anfield Road, que fica a apenas 5 minutos à pé de Goodison Park (separados apenas pelo parque Stanley).

Não penso em ir em jogos do Liverpool FC, mas queria aproveitar a oportunidade para dar uma espiadela no mítico estádio. Brian Epsten, empresário dos Beatles e de família rica, morou em Anfield quando criança, e eu já sabia o que ia encontrar: um dos bairros com pessoas de alto poder aquisitivo. Verdadeiras mansões em volta, não apenas na rua citada, mas nas ruas menores próximas, e bem ao lado do estádio casas luxuosas sem grades ou muros altos. Em dias de jogos deve ser uma cena bizarra, principalmente com hooligans de times menores, mas lá tem cameras por todos os cantos, e poucos se atrevem a passar da linha, pois a punição é muito rigorosa.

Ainda eram 5pm, e a noite já havia chegado de fato. Fiquei admirando o estádio e seus arredores, avistei uma enorme construção ao lado, que faz parte da ampliação do estádio. Assim como em Old Trafford, reconheci o valor da Arena, a história do clube, mas não bateu a “liga”, e achei pequeno demais também. Para mim é muita badalação para um time que vive do passado, não ganha a premier leagua a mais de 25 anos e conquistou a Champions League de 2005 por pura sorte e incompetência do Milan na final. O time atual treinado por Jurgen Klopp é muito ruim, contratações caríssimas e jogadores mequetrefes que se acham estrelas, como Roberto Firmino. Desse time, só dá para salvar o goleiro Mignolet e Coutinho.

Atravessei o Stanley, que estava muito soturno, para tentar encontrar com os jogadores antes de chegar na cancha dos Blues. Havia combinado horas antes com um jornalista da Sky Sports chamado Mark, mas eles já estavam dentro do vestiário e ele estava ocupado, mas me apresentou rápido o lutador Tony Bellew, torcedor fanático do clube, que sempre aparece no ringue com o calção do time. Ele é campeão mundial de boxe dos meio-pesados e acaba de estrelar o filme “Creed”, de Silvester Stallone. Deu tempo de tirar uma foto antes dele ir para as cadeiras especiais assistir o jogo.

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Em todos as partidas que fui até agora, sempre chegava no jogo em cima da hora para aproveitar melhor a cidade, e perdia o pré-jogo nos arredores das partidas, mas dessa vez, com duas horas de antecedência, pude curtir a “fan zone” do Everton, que geralmente os clubes fazem pouco antes de Derbys ou jogos importantes como esse, semifinal da liga inglesa. Pude até dar uma passada na Everton One, loja oficial do clube, e os descontos são de arrasar neste início de ano. Camisas de 50 libras por 15, vi muita coisa boa, mas achei melhor guardar dinheiro pensando em jogos futuros.

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Na Fan Zone, situada no estacionamento do Goodison, no setor da estátua do jogador Dixie Dean (maior artilheiro da história do clube), clima família, muitas crianças com seus pais, bandas de rock tocando no palco, fish and chips e cerveja Chang (patrocinadora do clube) à venda. Tudo muito organizado, nenhuma confusão, mesmo havendo torcedores dos Citizens no meio da galera, e os habitantes de Liverpool terem uma richa com o pessoal de Manchester por motivos históricos.

Conversei com vários torcedores sobre a situação do time, e eles ficaram surpresos quando falei que morava em Dublin e escolhi o Everton para torcer. O que senti é uma frustração de anos deles pelo time não ganhar nada desde da FA Cup de 1995, e a Premier League na década de 80, fazendo o time perder o prestígio de outrora. Já li o Daily Miror afirmar categoricamente que o time não figura mais entre os top da Inglaterra.

A perda de prestígio acarreta poucos investimentos e menor visibilidade, atraindo menos torcedores estrangeiros, que preferem o rival Liverpool, ocasionando elencos medianos para baixo nos últimos anos, mas para esta temporada foram feitas boas contratações, e a boa fase de Ross Barkley, Gareth Barry e Romelo Lukaku, as estrelas do time, fazem os torcedores acreditarem no título da Copa da Liga Inglesa este ano, que credencia o campeão à uma vaga na Liga Europa. Na PL desta temporada o Everton não faz boa campanha, ocupando apenas o 11° lugar na tabela, mas tem feito bons jogos, e o técnico Roberto Martinez possui prestígio na imprensa. Depois de duas Chang pint’s e um fish and chips, dei uma volta no estádio para admirar aquela paz que o momento me propiciava. Me senti realmente em casa ali, como se estivesse no Baenão (Clube do Remo) nos meus primeiros jogos. Simpatizei com os Tofee’s, e já considero ele um dos meus times preferidos, já que vou nos jogos em Goodison Park, acompanho pela TV e leio diariamente as notícias do clube.

Ainda não me acostumei com a organização dos jogos europeus. É inacreditável como um contigente enorme de pessoas pode ser tão “disciplinado”e pacífico. Na minha opnião isso é possível pelas leis rigorosas quanto a baderna em arenas de futebol, lembrando o passado violento dos hooligans ingleses. Chegando ao meu assento no estádio, fiquei impressionado com a vista do meu assento.

Por 15 libras, acabei nem checando aonde ficava o “family enclosure”, pensava que ficava no último nível no estádio, e não no primeiro. Fiquei perto de um dos gols, na parte central, e pela primeira vez assistia uma partida nas primeiras fileiras de um estádio europeu. O preço é menor pelo fato de ser Cup, torneio não incluso nos season cards, e a intenção dos dirigentes era lotar o estádio, considerando a importância deste título.

Mesmo nos estádios mais modernos, aonde qualquer lugar pode te dar uma ótima visão da partida, de perto a sensação é completamente diferente. Parece que basta você levantar um pouco o braço que toca em algum jogador, tamanha a proximidade com os atletas. Reparei que não haviam quase turistas, apenas apreensivos torcedores dos Tofees, e num raio de cem metros só tinham ingleses branquelos, e alguns me olhavam como se fosse alguém de outro planeta. Não senti preconceito, mas apenas um estranhamento por parte deles, pelas minhas características e traços latinos, como o a criança sentada ao meu lado, que me olhava como se fosse um ET.

Com a entrada dos times, reparei que Aguero iria entrar de titular dos Citizens, já recuperado de uma lesão, e desde esse momento já tinha certeza que seria um grande jogo, o que realmente aconteceu.

No primeiro tempo, as equipes ainda estavam se respeitando muito, e no começo notei a enorme superioridade do City, com seu elenco estelar. O Everton estava acuado, com medo de partir para cima, e cheguei a cogitar que seriam nulas as chances de vitória, tudo isso com apenas cinco minutos de jogo! Após alguns lances tímidos de ataques do Manchester City, Romelu Lukaku marcou um gol em posição de impedimento marcado pelo juiz (também marcaria outro gol irregular na segunda etapa). Com o decorrer da partida, os Blues mudaram o jogo à seu favor, e passaram a dominar os visitantes, num nó tático muito bem montado pelo treinador Roberto Martinez, anulando os principais jogadores do City, como Yaya Touré, Kevin de Bruyne e Sergio Aguero.

A segurança do Everton, a boa troca de passe e o entrosamento da equipe resultaram no gol do argentino ex- River Plate Ramiro Funes Mori, aproveitando o rebote do meia Barkley. Mais tarde Manuel Pellegrini reclamaria de um possível impedimento, motivado pela participação de Romelu Lukaku no lance, e ainda de um pênalti em Jesus Navas. Discordo sobre o penalti, e sobre o impedimento no primeiro gol acho realmente que existiu, mas Lukaku teve pelo menos um dos dois gols anulados incorretamente, o que não afetaria o resultado da partida. Funes Mori foi o melhor jogador da partida, um verdadeiro coração de leão como citaram os jornais do dia seguinte. Jogoumuito, com raça, salvou um chute perigoso que por pouco não resultou em gols do Citizen, desarmou Yaya Toure quase livre para marcar e o gol coroou o nome do jogo.

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O goleiro Joe Robles, com pelo menos duas ótimas defesas, também foi muito bem substituindo Tim Howard. No segundo tempo as entradas de Jesus Navas e Demichelis tornaram o City mais agressivo e ofensivo, com gol do espanhol aos 33 min, após ótimo passe de Kun Aguero. Ele não marcava a mais de um ano pelo clube, e o gol foi bastante comemorado pelos companheiros. Ver Sergio Aguero em ação de uma visão privilegiada é um deleite, mesmo com marcação forte em cima e numa noite sem tanto brilho, mas com várias chances criadas. Artilheiro da PL na temporada passada, o jogador é um dos melhores centroavantes da atualidade, e para mim disparado o melhor jogador do futebol inglês. Aquele jogo pegado, emocionante, me fez mais uma vez lamentar o estágio do futebol brasileiro.

Antes de vir para cá, tive a oportunidade de ver, aproveitando viagens a trabalho e da lua de mel, jogos de Internacional, Corinthians, São Paulo e Vasco, dentro dos estádios, e me espantei com o desempenho bisonho de todos esses times. Anos luz atrás de equipes até da segunda, terceira divisões da Inglaterra. A crise na Seleção não é à toa e vem de vários anos, culpa principalmente da CBF, da badalação que os clubes dão para jogadores da base e, também pela falta de profissionalismo dos jogadores brasileiros, que se preocupam mais com o extra campo do que jogar bola. Aqui os caras ganham milhões por mês mas se cuidam, valorizam seu trabalho e a torcida. No Brasil, cansei de ver nos meus tempos de repórter atletas na balada dias antes dos jogos ou cheio de cachaça nos treinos. Muita coisa deve mudar ainda para alterar esse quadro, ou então o Brasil vai permanecer sendo apenas uma seleção forte, e não o super esquadrão de craques do passado

pentacampeão.Não deu nem para respirar, e após a minha rápida reflexão, que compartilhei com um torcedor ao lado, Gareth Barry, com um cruzamento magistral para a pequena área, encontrou Lukaku sozinho para marcar, desta vez em posição legal, o gol da vitória. Muita festa no Goodison Park. Os torcedores pareciam não acreditar que finalmente o time estava engrenando, sendo superior ao fortíssimo City, e com chance real de ir para a final em Wembley, em fevereiro, podendo enfrentar seu maior rival Liverpool, e ganhar o primeiro troféu em mais de 20 anos. Aquele grito da garganta me lembrou os torcedores do Clube do Remo nos momentos difíceis que o time passou, e que após as recentes conquistas tiraram um peso enorme das costas, extraindo da alma a felicidade com as vitórias.

Foi uma grande partida dos Blues realmente, eles foram superiores, e se continuarem assim podem ser campeões e mudar o panorama na Premier League. Com o apito final e a festa da galera, fiquei com a frase de Roberto Martinez dias atrás, de que o time estava no caminho certo e iria engrenar.

Não pensava que o Everton chegaria a esse nível de jogo, que não chegou a ser espetacular, mas já é o suficiente para almejar grandes feitos num futuro próximo. Na volta para o hostel, mais uma admirada no Goodison Park, mais uma grande noite e uma volta tranquila para casa, sem afobação como no Brasil. Desci no centro da cidade e no caminho a pé reparei que Liverpool não é tão segura como Dublin, e é preciso tomar cuidado em certos pontos e horários, pois lá existem gangues e a máfia chinesa é muito forte também. Não deu para ver pontos turísticos dos Beatles dessa vez, apenas tirei uma foto da estátua de Eleonor Rugby que encontrei na rua. Então, até o próximo jogo!

Abaixo a diferença entre a verdadeira Penny Lane e a da música dos Beatles. Paul Mccartney, assim como em Eleonor Rigby, usou o nome apenas por conta da sonoridade, já que a verdadeira Penny Lane fica a cerca de dez min de caminhada de Smithdown Road, local de várias cenas do video clipe da banda. A Penny Lane real não tem muita coisa, é apenas uma pequena rua com poucas casas e parques ao redor, e a maior utilidade é servir de sessão de fotos para fãs dos Beatles.

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Depois de 10 anos, o Paysandu volta a se classificar para a segunda fase da competição mais importante da base do futebol nacional: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.
A classificação veio depois da vitória de 2×0 em cima do Náutico, na última quarta-feira, dia 06.
Neste sábado, às 18:45, em Limeira, interior de São Paulo, o Papãozinho entra em campo para enfrentar o “bicho papão” da copinha: o Corinthians, atual campeão da competição.
O eterno xerife Vanderson, volante do time que fez História na Libertadores, assumiu o desafio de estrear como técnico da garotada bicolor nessa copinha e sua estrela brilhou. A campanha até aqui traz um empate, uma derrota e uma vitória, que selou a classificação.
A missão de surpreender o Corinthians é levada a sério pelo ex volante e hoje comandante da garotada. Ele tem um recadinho  pro torcedor bicolor, que chega a temer por uma goleada do time paulista. Confira:

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– Bruno Smith ( atacante)

Idade: 23 anos

Clubes : Atlético-RN, Grêmio, Fluminense, Internacional, Palmeiras e Penapolense ( último clube)

 

 

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– Raí ( lateral esquerdo)

Idade: 29 anos

Clubes: América-RN, Palmeiras, Mogi Mirim, Náutico e Sampaio Correa ( último time)

 

 

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-Paulinho ( volante)

Idade: 26 anos

Clubes: Figueirense, Internacional, Ponte Preta, Náutico e Criciúma,onde disputou a série B do ano passado.

 

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– Raphael Luz ( meia)

Idade: 26 anos

Clubes: Base do São Paulo, Atlético-BA, Uberlândia, Cuiabá e por último, Atlético-GO.

 

 

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reforços papão

 

O domingo, 3 de janeiro, foi de agonia para aquele torcedor bicolor mais apaixonado.Teve gente que adiou o passeio com a família, foi pra missa mais cedo e até cancelou compromissos para, acredite, ficar ligado no site do Paysandu e saber quem seriam os 12 reforços contratados do time para a temporada 2016. A expectativa era para a tal lista sair às 18 horas, mas ela só foi anunciada 40 minutos depois e em vez de 12, foram anunciados três jogadores: dois para a lateral direita e um volante. Confira um breve currículo do trio.A maior expectativa fica por conta dos dois laterais. Não fazer a torcida sentir saudades de Pikachu, o maior jogador bicoor dos últimos 10 anos, é o desafio.

– Roniery ( à esquerda da foto)

Posição: lateral direito

Idade: 28 anos

Naturalidade: São Luís ( MA)

Clubes pelos quais jogou: Fortaleza, Sampaio Correa, Mogi Mirim, Paraná, Bahia, Botafogo e por último, Ceará.

Características: lateral ofensivo, mas sem deixar a marcação.Foi destaque no time do Paraná, em 2013, onde inclusive derrotou o Paysandu.

– Crystian ( à direita da foto)

Posição: Lateral direito

Idade: 23 anos

Naturalidade: Goiânia (GO)

Clubes pelos quais jogou: Vila Nova, Santos, Botafogo-SP, Boa Esporte-MG, Paulista e Paraná.

Características : Vem como uma aposta do Paysandu, assim como veio o lateral João Lucas, no ano passado, vindo da Penapolense. Me incomodei com o fato de ele ser conhecido apenas como “brother” do Neymar e fui colher informações sobre o jogador com um jornalista esportivo de Goiânia. Crystian começou lá, no Vila Nova. Vejamos o que ele falou: ” O Crystian surgiu com enorme potencial na base do Vila Nova. àgil, ia muito bem no apoio ao ataque. Tem histórico nas seleções de base e se tornou prata da casa na famosa Vila Belmiro. O desafio é se firmar de vez como jogador titular em um clube” ( João Paulo Di Medeiros, Jornal O Popular, de Goiânia)

-Ilaílson ( central na foto)

Idade: 30 anos

Naturalidade: Castanhal (PA)

Atuou no Clube do Remo no ano passado, onde foi bicampeão estadual e conseguiu o acesso à série C. Volante mordedor, implacável na marcação, com características semelhantes às de Ricardo Capanema, outro cão de guarda do time bicolor.

Durante esta segunda-feira, 4 de janeiro, são esperados mais seis jogadores e amanhã, terça-feira, mais três.

A reapresentação do time, já com o trio de jogadores anunciado ontem, será na tarde desta segunda-feira, às 16 horas, na Curuzu.

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