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A torcida azulina, carinhosamente, já apelidou o novo Presidente do Remo de “O Anjo do Oriente” Pedro Minowa tem ascendência oriental e além dos olhinhos puxados, herdou dos seus ancestrais a paixão pelas artes marciais. Por causa disso, um dos desafios já aceitos pelo japonês vai ser a criação do departamento de artes marciais no Clube do Remo.

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Laury Garcia vai comandar a diretoria de artes marciais.

O diretor do departamento será Laury Garcia, 33 anos, faixa preta de judô, com 104 títulos na carreira: 71 estaduais e 33 nacionais. Na segunda quinzena de fevereiro deverá ser inaugurado o espaço de artes marcais do clube,  no qual vão  funcionar escolinhas de judô, karatê e boxe. O Remo será filiado à Federação Paraense de Judô, já que a intenção é fazer a equipe azulina nessa modalidade competir até fora do Estado. Para  fazer bonito, Laury Garcia pretende formar uma equipe de 15 competidores, contando com judocas de renome nacional.” A idéia é que essa equipe de competição do  judô sirva de exemplo e incentivo para os outros esportes. Queremos atrair o associado para dentro do clube”disse Laury.

Sob  nova direção, o Remo vai ter que usar uma paciência oriental para arrumar a casa e resgatar a credibilidade dos dirigentes. Pedro Minowa pode seguir a risca o conselho do sábio Mestre Myagi ,no lendário filme “Karate Kid” :  “É preciso primeiro aprender a ficar em pé, depois aprender a voar”

 

flavio

Não se fala em outra coisa entre os que curtem futebol em Belém do Pará. Ahh, é Caça Rato…Em frenesi, a torcida do leão recebeu o novo atacante nessa quarta-feira à noite no aeroporto.Desde 2005, quando o Remo voltou de Novo Hamburgo com o título da série C, o Aeroporto Internacional não via festa da torcida azulina. Para entender melhor esse auê criado em torno da figura folclórica de Caça Rato, vou falar de Flavio Augusto do Nascimento.

Garrincha criava pássaros. Flavio caçava ratos. Quando jogava no infantil, Flavinho se divertia depois dos treinos atirando pedras nos pobres roedores com um estilingue. O seu técnico então, um dia perguntou: “ Você quer jogar bola ou caçar ratos?” A resposta carimbaria seu futuro: “ caçar rato!” Nascia o apelido. Um abismo técnico separa os jogadores do passado e presente. Mas o atacante pernambucano Caça Rato tem algumas semelhanças com o gênio das pernas tortas. Assim como Garrincha, Flavio Caça Rato é espontâneo, fala o que dá na telha e possui uma história de vida marcada por dramas e problemas com alcoolismo. Quando tinha 8 anos de idade, o novo atacante do Remo quase foi enforcado pelo pai, que estava morto de bêbado. Anos depois, Caça Rato  foi fuzilado por uns 15 palavrões de um técnico pernambucano depois de chegar para um treino ainda embriagado.

Garrincha se eternizou pelos dribles em campo. Caça Ratos se especializou em driblar o destino. Depois de ser preterido pelo Sport Recife, que não o levou para o profissional, mesmo com  o atacante sendo campeão na base, Flavio Caça Rato virou o terror do leão pernambucano, jogando pelo rival Santa Cruz. Virava bicho quando via a camisa rubro-negra pela frente. Virou ídolo do  Santa depois de ser o herói do primeiro título nacional do clube, o da série C, em 2013. Agora, chega ao Remo mais do que como  simples esperança de gol. Caça Rato vai ser a estrela de uma campanha de marketing  para acordar o gigante adormecido que vem sendo  a torcida azulina.

Saber trabalhar a própria imagem é com ele mesmo. O nosso CR7 já fez até vídeo desafiando o engomadinho Cristiano Ronaldo (confira o vídeo abaixo) Um misto de Dadá Maravilha e Tulio, mas com um irresistível tempero nordestino. Mais do que um inspirado fanfarrão, o cara é um artista! Tocava um instrumento de percussão em meio às rodas de maracatu no Recife. Caça Rato vai bagunçar um pouco esse nosso enfadonho futebol paraense, cheio de frases decoradas, reforçando discursos boleiramente corretos dos jogadores. Desde o Bradock e sua metralhadora implacável com o centroavante Edil, o Remo não tinha um marqueteiro nato na linha de frente. Os coleguinhas do jornalismo esportivo da TV nem precisam se esforçar na produção e texto das matérias. Flavio Caça Rato, por si só, vai se encarregar  de tudo.

Independente de o que fará em campo, Caça Rato (ou Caça Mucura, como já dizem os torcedores do Remo, em alusão ao apelido de mucura dado ao Paysandu) vai fazer o torcedor paraense sorrir.Resta saber quem vai rir por último : os remistas com o seu sucesso ou os bicolores com o seu fracasso. Eu aposto na primeira opção. E você?

Quer começar a rir desde agora? Veja esse vídeo.

garotinho na Curuzu 2“Vim ver os Paysandu”, me disse o pequeno Ryan, 3 anos de idade. A curiosidade pela apresentação dos novos jogadores do papão fez o garotinho pisar pela primeira vez na vida em um estádio de futebol.Assim como ele,  dezenas de torcedores  foram à Curuzu ansiosos em dar as boas vindas aos 10 jogadores  apresentados na manhã da última segunda-feira (05)

Dois deles foram peças fundamentais na campanha de ascensão do time à série B: o volante Augusto Recife e o atacante Bruno Veiga. Entre os oito jogadores que vieram como novidade, dois têm uma Curuzu pesando nas costas. O goleiro Andrey, gaúcho de 31 anos, veio do América de Natal para tentar acabar com a maldição das luvas na Curuzu. Ano passado, nenhum dos 3 goleiros que jogaram deixaram a torcida tranquila.Outro jogador que chega despertando muita curiosidade no torcedor é o meia Carlinhos, 24 anos, que veio do Madureira. A falta de um camisa 10 legítimo, aquele maestro que rege o meio-campo, atormentou não só a torcida, mas também o técnico Mazola em 2014. Carlinhos sabe que a responsabilidade de corresponder é grande. Até porque o Paysandu é o primeiro time de massa no qual ele deve carregar o 10 nas costas.No Vasco, onde ele também jogou, Carlinhos atuava como lateral. Preocupada em unir desde o início da temporada os jogadores da terra com os que vieram de fora do estado e mostrar que não existe diferenças, a diretoria bicolor decidiu que o volante Ricardo Capanema, atrás de moradia em Belém, vai ficar no hotel junto com os reforços.

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Augusto Recife e Bruno Veiga: parceria renovada e fortalecida em 2015.

O novo presidente Alberto Maia foi empossado com o compromisso de trazer um custo benefício alto e constante para o clube. Acabou a farra de salários astronômicos e irresponsáveis, vistos antes da era Vandick. Os bicolores querem continuar crescendo de dentro pra fora. Apertando os cintos, mas com uma administração moderna e competente, o Paysandu tem o desafio de reconquistar o título paraense, nas mãos do rival, e mostrar que tem estrutura para continuar na série B.

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Selo de qualidade feminino. No bom gramado da Curuzu, o salto alto não afunda.

Era uma vez uma garotinha que dava caneladas nos garotos remistas do colégio quando era encarnada na segunda-feira pós derrota em Re x Pa. A menina foi crescendo, trocou o sapato preto do colégio de freira por tênis All Star e danou- se a escrever. Só que em vez de poemas adolescentes, escrevia sobre futebol. Era um vício. Imaginava finais diferentes para as partidas, criava personagens e lia Nelson Rodrigues com a voracidade que devorava os gibis da Mônica. Não tinha mais idade para acertar as contas com os garotos rivais, mas passou a colocar no papel o que dizia para os coleguinhas nos embates verbais. A menina cresceu e descobriu que as discussões sobre futebol eram a melhor forma de marcar terreno na vida. Virou jornalista esportiva. Mas aprendeu a ver o rival Clube do Remo com respeito e gratidão. Graças a ele e a seus torcedores, casou, teve filhos e depois, se sustentou sozinha.

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O maior incentivo para escrever sobre futebol veio do mestre Armando Nogueira


O que me motivou a escrever esse texto foi um post antigo do jornalista Rica Perrone em seu blog. Ele ficou chocado ao perceber jornalistas esportivos rindo e comemorando a goleada da Alemanha sobre o Brasil. Escreveu então sobre essa tola mania da Imprensa esportiva nacional de jogar contra nosso próprio time. Não é criticando tudo por esporte que vamos curar as mazelas da CBF. Alguns coleguinhas adoram exaltar o Chelsea, o River Plate sem lembrar que a administração desses clubes é talvez mais suja do que a nossa. Quando um time brasileiro é campeão, é porque o nível técnico do campeonato não é mais o mesmo.

Nessa mania de achar sempre a galinha do vizinho melhor do que a nossa, nós, jornalistas paraenses, passamos a invejar o vizinho Sampaio Correa. O que eles têm que a gente não tem? Talvez saibam valorizar melhor o produto diante de seus olhos. Dirigentes, torcedores e Imprensa. Valorizar o nosso futebol não é deixar de criticar quando necessário, mas enxergar o mundo da bola  de outro jeito. O futebol é o melhor esporte do mundo pelo imponderável. Que graça teria se ganhássemos todos os Vila Auroras, Mixtos, Icasas e Salgueiros da vida? O jornalista Mario Filho, irmão de Nelson Rodrigues, que deu nome ao Maracanã, transformou seu Jornal dos Sports em mania carioca ao valorizar todo tipo de resultado. Se o Flamengo perdia para o Madureira, era o Madureira que tinha vencido e não o Flamengo perdido.

Seguindo essa cartilha, me recuso a bancar a profeta do apocalipse. Já banquei a boba da corte ao transformar pernas de pau em talentos, mas nunca deixei de descrever os fatos com o valor que merecem. Se o cara arrebenta em um, dois jogos, como dizer que ele apenas cumpriu seu papel em campo? Futebol é entretenimento, é catarse e não instrumento de revoltas e ressentimentos. Eu não puxo saco de clubes. Eu vivo deles e sei disso. Eu dependo do Paysandu, do Remo, do Cametá. De todos eles. Vou incendiar essa paixão porque é nisso que acredito. É disso que vivo.

“Você pode saber que dentro do Mickey, há um anão chinês na Disney. Mas eu não preciso te dizer isso todo dia, menos ainda no momento em que você vai abraça-lo pra tirar foto.”

Esse blog não é a Disney, mas sempre vai valorizar a magia do futebol. Afinal, quando se trata de paixão, somos todos Patetas.

Bem vindo ao Clube!

“Mais um ano começa pelos arredores do Clube do Remo e parece que aquela velha novela irá se repetir. Novos planos, novas metas, um novo plantel, técnico recém-contratado, uma torcida apaixonada que está ansiosa para descumprir a promessa de não criar expectativas. Não adianta negar, elas sempre são criadas.

Ser torcedor é sofrer. É viver com apreensão, pensando no resultado, nos próximos jogos. É indescritível. Quem acha que não, certamente não viveu o que é se dedicar, chorar junto, juntar dinheiro pra comprar aquela camisa desejada, sair com os amigos pra beber, entre tantas outras situações que só quem é torcedor conhece. E ser remista não é pra gente fraca, porque viver a pior fase dos 110 anos do clube que a gente ama não deve ser algo a toa. Mesmo sofrendo com esses piores anos, a alegria de pertencer a uma nação de amor enorme e que se une em prol do Remo é um orgulho muito grande, e que um dia será contado para as nossas futuras gerações.

No entanto, é necessário ver que o Remo precisa mais do que discursos de ‘eu te amo’ e festas bonitas em suas arquibancadas lotadas. Vejam só, 2015 começa já com um grande desafio: jogos longe de casa por descuido. Aquele Baenão em obras e que recebeu uma linda festa em sua reabertura em 2014 talvez não seja sequer usado em 2015. Parece que tentam afastar o fenômeno de seu espaço mais querido para testar o quanto é forte esse amor pelo Remo. Quem dera fosse apenas esse o problema.

O ano de 2015 será desafiador. E o maior desafio de todos será tirar do remista aquela sensação de que assim como o calendário e seus meses, tudo irá se repetir como nos anos anteriores onde as metas não foram alcançadas em sua plenitude. Para que isso ocorra, as mudanças deverão ocorrer internamento no clube, como por exemplo, conseguir no mínimo fazer uma eleição direta sem complicações. Ou tentar mudar algo mais significativo na administração do clube, do que alterar o escudo (que nem precisava ser modificado).

Analisando o Remo como um todo e suas diversas dificuldades, é visível como as mudanças não ocorrerão da noite para o dia, mas ficar esperando que elas aconteçam não mudará muita coisa, na verdade pioram.

Animem-se para os jogos, para as festas, as reuniões, as novas tabelas e contagem de pontos ganhos e todo aquele clima, mística e experiências que só o futebol proporciona. E remistas, não deixem o amor falar mais alto sempre. Não esqueçam da razão que o Remo precisa, e muito. Não sirvam de pão para um circo que todo ano sempre se monta e se desmonta esperando as expectativas do ano seguinte.”

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(Milene Sousa, 24 anos, estudante de jornalismo)

Tudo era apenas uma brincadeira de rua. Foi crescendo, crescendo, se desenvolvendo e virou um projeto social no bairro do Guamá. Ary Machado abriu mão de seus projetos pessoais para se dedicar a acolher crianças e adolescentes até 18 anos.O M.P.A. ( mães, pais e alunos) existe há 11 anos e hoje integra 200 meninos em várias equipes, que treinam diariamente em um campo da comunidade.

futebol sub 16

Dia 15 de janeiro, eles viajam para Marília, no interior de São Paulo, onde vão disputar, junto com equipes de todo o Brasil, a Copa Nacional. Participar de torneios nacionais e fazer bonito não é novidade para eles. Em 2011, na estreia em viagens, os meninos do M.P.A. ficaram em sétimo lugar na Copa Coca Cola. Pode parecer pouco, mas não quando se lembra que eles disputaram essa competição com mais de 500 times pelo Brasil. Ano passado, veio o primeiro título, com o sub-16 (foto) na Copa do Nordeste, disputada em Teresina.

Os meninos, é claro, sonham virar jogadores de futebol. Dois deles já estão na base do Paysandu. Caso de Wendel Felipe, que integra a equipe sub-20 do papão. A brincadeira virou coisa séria. Projeto de vida.