Era uma vez uma garotinha que dava caneladas nos garotos remistas do colégio quando era encarnada na segunda-feira pós derrota em Re x Pa. A menina foi crescendo, trocou o sapato preto do colégio de freira por tênis All Star e danou- se a escrever. Só que em vez de poemas adolescentes, escrevia sobre futebol. Era um vício. Imaginava finais diferentes para as partidas, criava personagens e lia Nelson Rodrigues com a voracidade que devorava os gibis da Mônica. Não tinha mais idade para acertar as contas com os garotos rivais, mas passou a colocar no papel o que dizia para os coleguinhas nos embates verbais. A menina cresceu e descobriu que as discussões sobre futebol eram a melhor forma de marcar terreno na vida. Virou jornalista esportiva. Mas aprendeu a ver o rival Clube do Remo com respeito e gratidão. Graças a ele e a seus torcedores, casou, teve filhos e depois, se sustentou sozinha.

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O maior incentivo para escrever sobre futebol veio do mestre Armando Nogueira


O que me motivou a escrever esse texto foi um post antigo do jornalista Rica Perrone em seu blog. Ele ficou chocado ao perceber jornalistas esportivos rindo e comemorando a goleada da Alemanha sobre o Brasil. Escreveu então sobre essa tola mania da Imprensa esportiva nacional de jogar contra nosso próprio time. Não é criticando tudo por esporte que vamos curar as mazelas da CBF. Alguns coleguinhas adoram exaltar o Chelsea, o River Plate sem lembrar que a administração desses clubes é talvez mais suja do que a nossa. Quando um time brasileiro é campeão, é porque o nível técnico do campeonato não é mais o mesmo.

Nessa mania de achar sempre a galinha do vizinho melhor do que a nossa, nós, jornalistas paraenses, passamos a invejar o vizinho Sampaio Correa. O que eles têm que a gente não tem? Talvez saibam valorizar melhor o produto diante de seus olhos. Dirigentes, torcedores e Imprensa. Valorizar o nosso futebol não é deixar de criticar quando necessário, mas enxergar o mundo da bola  de outro jeito. O futebol é o melhor esporte do mundo pelo imponderável. Que graça teria se ganhássemos todos os Vila Auroras, Mixtos, Icasas e Salgueiros da vida? O jornalista Mario Filho, irmão de Nelson Rodrigues, que deu nome ao Maracanã, transformou seu Jornal dos Sports em mania carioca ao valorizar todo tipo de resultado. Se o Flamengo perdia para o Madureira, era o Madureira que tinha vencido e não o Flamengo perdido.

Seguindo essa cartilha, me recuso a bancar a profeta do apocalipse. Já banquei a boba da corte ao transformar pernas de pau em talentos, mas nunca deixei de descrever os fatos com o valor que merecem. Se o cara arrebenta em um, dois jogos, como dizer que ele apenas cumpriu seu papel em campo? Futebol é entretenimento, é catarse e não instrumento de revoltas e ressentimentos. Eu não puxo saco de clubes. Eu vivo deles e sei disso. Eu dependo do Paysandu, do Remo, do Cametá. De todos eles. Vou incendiar essa paixão porque é nisso que acredito. É disso que vivo.

“Você pode saber que dentro do Mickey, há um anão chinês na Disney. Mas eu não preciso te dizer isso todo dia, menos ainda no momento em que você vai abraça-lo pra tirar foto.”

Esse blog não é a Disney, mas sempre vai valorizar a magia do futebol. Afinal, quando se trata de paixão, somos todos Patetas.

Bem vindo ao Clube!

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“Mais um ano começa pelos arredores do Clube do Remo e parece que aquela velha novela irá se repetir. Novos planos, novas metas, um novo plantel, técnico recém-contratado, uma torcida apaixonada que está ansiosa para descumprir a promessa de não criar expectativas. Não adianta negar, elas sempre são criadas.

Ser torcedor é sofrer. É viver com apreensão, pensando no resultado, nos próximos jogos. É indescritível. Quem acha que não, certamente não viveu o que é se dedicar, chorar junto, juntar dinheiro pra comprar aquela camisa desejada, sair com os amigos pra beber, entre tantas outras situações que só quem é torcedor conhece. E ser remista não é pra gente fraca, porque viver a pior fase dos 110 anos do clube que a gente ama não deve ser algo a toa. Mesmo sofrendo com esses piores anos, a alegria de pertencer a uma nação de amor enorme e que se une em prol do Remo é um orgulho muito grande, e que um dia será contado para as nossas futuras gerações.

No entanto, é necessário ver que o Remo precisa mais do que discursos de ‘eu te amo’ e festas bonitas em suas arquibancadas lotadas. Vejam só, 2015 começa já com um grande desafio: jogos longe de casa por descuido. Aquele Baenão em obras e que recebeu uma linda festa em sua reabertura em 2014 talvez não seja sequer usado em 2015. Parece que tentam afastar o fenômeno de seu espaço mais querido para testar o quanto é forte esse amor pelo Remo. Quem dera fosse apenas esse o problema.

O ano de 2015 será desafiador. E o maior desafio de todos será tirar do remista aquela sensação de que assim como o calendário e seus meses, tudo irá se repetir como nos anos anteriores onde as metas não foram alcançadas em sua plenitude. Para que isso ocorra, as mudanças deverão ocorrer internamento no clube, como por exemplo, conseguir no mínimo fazer uma eleição direta sem complicações. Ou tentar mudar algo mais significativo na administração do clube, do que alterar o escudo (que nem precisava ser modificado).

Analisando o Remo como um todo e suas diversas dificuldades, é visível como as mudanças não ocorrerão da noite para o dia, mas ficar esperando que elas aconteçam não mudará muita coisa, na verdade pioram.

Animem-se para os jogos, para as festas, as reuniões, as novas tabelas e contagem de pontos ganhos e todo aquele clima, mística e experiências que só o futebol proporciona. E remistas, não deixem o amor falar mais alto sempre. Não esqueçam da razão que o Remo precisa, e muito. Não sirvam de pão para um circo que todo ano sempre se monta e se desmonta esperando as expectativas do ano seguinte.”

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(Milene Sousa, 24 anos, estudante de jornalismo)

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Tudo era apenas uma brincadeira de rua. Foi crescendo, crescendo, se desenvolvendo e virou um projeto social no bairro do Guamá. Ary Machado abriu mão de seus projetos pessoais para se dedicar a acolher crianças e adolescentes até 18 anos.O M.P.A. ( mães, pais e alunos) existe há 11 anos e hoje integra 200 meninos em várias equipes, que treinam diariamente em um campo da comunidade.

futebol sub 16

Dia 15 de janeiro, eles viajam para Marília, no interior de São Paulo, onde vão disputar, junto com equipes de todo o Brasil, a Copa Nacional. Participar de torneios nacionais e fazer bonito não é novidade para eles. Em 2011, na estreia em viagens, os meninos do M.P.A. ficaram em sétimo lugar na Copa Coca Cola. Pode parecer pouco, mas não quando se lembra que eles disputaram essa competição com mais de 500 times pelo Brasil. Ano passado, veio o primeiro título, com o sub-16 (foto) na Copa do Nordeste, disputada em Teresina.

Os meninos, é claro, sonham virar jogadores de futebol. Dois deles já estão na base do Paysandu. Caso de Wendel Felipe, que integra a equipe sub-20 do papão. A brincadeira virou coisa séria. Projeto de vida.

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Bruno VeigaUm gol inesquecível:
Meu gol de bicicleta contra o Botafogo  (PB)

Um gol inesquecível dos outros:

Gol do Ronaldo na final da Copa de 2002

Uma música:
“Deus me ama” ( Thalles Roberto)

Um momento:
Nascimento da minha filha

Um filme:
Deus não está morto

Uma mágoa:
Não tenho

O pior xingamento:

É ofender o seu próximo

Uma frase:
Jesus Cristo salva, liberta e cura!


O jogo mais difícil:

Contra o Tupi

Um técnico:
Guardiola

O companheiro de time mais chegado:
Augusto Recife

Paysandu é:
A nossa Payxão!

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