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ptesidentes Remo

Neste sábado, 23 de janeiro, na Sede Social do Clube do Remo, acontece a eleição para escolher o novo Presidente azulino, que vai assumir o clube por um período de 10 meses. 10.043 sócios estão aptos a votar. A eleição vai acontecer das 8 da manhã às 5 da tarde. Temos 4 chapas concorrendo ao pleito. Os candidatos à Presidente são Miléo Junior, Zeca Pirão, Alcebíades Maroja e André Cavalcante.
Confira o que cada um dos candidatos pensa sobre assuntos pontuais na atual realidade azulina.

1 – Por que você decidiu concorrer à presidência do  Remo?

Alcebíades Maroja:

Acredito que temos excelentes profissionais ao nosso lado. O Remo precisa, em primeiro lugar, de transparência, colocar profissionalismo na sua gestão, não exclusivamente no futebol, mas como um todo. Na parte financeira, contábil, no marketing, no Nação Azul… Nós nos reunimos e formamos uma equipe com ideias, propostas e projetos de gestão. Por amor, não havia condições, falo por mim, de uma dedicação ao Remo em tempo integral por causa do meu trabalho, então pedi a minha aposentadoria. Hoje eu posso me dedicar exclusivamente ao Remo.

André Cavalcante:

Minha candidatura surgiu de maneira natural. Surgiu pelo trabalho e comprometimento em prol do Clube, tanto no CONDEL, quanto no programa sócio torcedor (Nação Azul) e mais recentemente na Diretoria de Futebol. As pessoas viram isso e a partir da grande adesão, aceitamos ser candidato ao cargo de Presidente.

Miléo Junior:

Ser presidente, acredito ser o sonho de qualquer remista!
Minha decisão veio do apoio e respaldo à minha candidatura de grandes remistas e por me sentir preparado para enfrentar esta honrosa missão e assim ter oportunidade de iniciar um processo transformador em nosso clube.

Zeca Pirão:

Pelo amor e respeito que sinto e, porque ainda tenho muito a colaborar. Infelizmente, não consegui me eleger na eleição passada, pois se isso tivesse acontecido, muita fatos não teriam ocorrido. Tenho um compromisso moral com meus torcedores, além de um time forte: A conclusão do Baenão.

2 – Quais as medidas para equacionar as dívidas do clube?

Alcebíades Maroja:

O que acontece não vem de hoje, existe uma inviabilidade de gestão. Queremos colocar o Remo em uma situação de equilíbrio econômico para que ele possa, pelo menos, concluir uma temporada com equilíbrio nas suas contas. Mas o Remo não tem balancete desde o início de 2000, não se sabe hoje quem é o passivo, quem é o ativo nas contas. O primeiro passo é fazer uma auditoria. O segundo é identificar as falhas, elas precisam ser apuradas. Não existe caça às bruxas, ate porque todos que passaram aqui, isso é um pensamento meu, deram seu sangue, sua vida por amor ao Remo, mas se houve erros, eles têm que ser apurados. Nós faremos algumas sindicâncias, eu falo do estádio, dos R$ 423 mil reais (que foram levados no assalto à sede), do que não foi depositado de INSS, FGTS, que se tornou um crime federal.
A informação que nós temos é que o Remo pagou a metade do salário de setembro ao elenco de futebol. Nós não temos informações concretas sobre absolutamente nada. Inclusive eu deixo aqui que ocorreu uma reunião com os pré-candidatos e o Manuel Ribeiro, que se colocou aberto para qualquer informação, mas nós estamos tendo extrema dificuldade de conseguir isso. A situação financeira e econômica está difícil. Peço que a diretoria interina se empenhe, e entregue e preste conta da receita, que faça um balanço da gestão. O problema financeiro existe em parte pelo descontrole. O Remo não tem um balanço, não sabem quanto se arrecada e gasta. Não existe prestação de contas.

André Cavalcante:

Investir no que está dando certo, como o Sócio Torcedor e as Lojas franqueadas; buscar novas fontes de renda, como novas parcerias e lançamentos de novos produtos; além do incremento das fontes tradicionais, como a bilheteria dos jogos, a partir a formação de um time forte e vencedor.

Miléo Junior:

Profissionalização da gestão com transparência, cumprindo contratos gerando credibilidade e estabelecendo uma responsabilidade com as finanças do clube, só gastando o que efetivamente se arrecada.

Zeca Pirão:

Já estamos com equipe que irá confeccionar um estudo detalhado das dividas do Clube do Remo. Nossa primeira providência à respeito, será reunir com os setores Juridico, Administrativo e Financeiro do Clube do Remo, e, literalmente, tomar conhecimento de todos os débitos que o nosso clube possui. Após esse procedimento, não envidaremos esforços para equalizar essa situação.

3 – Como evitar as penhoras?

Alcebíades Maroja:

Se nós conseguirmos, dentro da receita líquida do Remo, tirando os bloqueios de renda e pagamento de impostos, reservar 10% de toda essa arrecadação com aluguel, bilheteria, sócio torcedor, proprietário, enfim, montaríamos um fundo de reserva financeiro para viabilizar esse período em que o Remo estará sem competições, o pagamento dos funcionários que fazem o Remo funcionar e dos jogadores que vão continuar no plantel. Mas pra isso tem que ter uma disciplina fora do comum e isso, posso garantir, eu tenho. Vamos criar um escritório ligado ao marketing para captar recursos e criar projetos, buscando parceiros não só na esfera publica, como também na privada e corporativa, viabilizando a estrutura financeira do clube

André Cavalcante:

Pagar os débitos e honrar acordos, em especial na Justiça Trabalhista.

Miléo Junior:

Com gestão do nosso departamento jurídico junto a Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Justiça Comum. Cumprindo os acordos firmados. Aliado com a organização administrativa, visando sanear o Clube.

Zeca Pirão:

Com responsabilidade. Assumindo e honrando os compromissos. Para que isso ocorra, esses compromissos tem que ser equânimes com a realidade do Clube do Remo. Não podemos disponibilizar toda a Receita para as dividas já assumidas. Teremos inúmeras familias sob nossa proteção, que são os funcionários. Se trabalham, merecem e tem que receber, para poder produzir mais e, levar o sustento para os seus.

4 – Como você vê o programa de sócio-torcedor? Existem projetos para o fomentar? 

Alcebíades Maroja:

No mundo inteiro tem se valorizado o sócio torcedor, e nossa gestão valorizará mais ainda o sócio. Vamos valorizar aquele que comprou um título de sócio-proprietário. Hoje, o Clube do Remo não retribui nenhum serviço cobrado. E também valorizar o sócio torcedor, pois se eles foram motivados, o que for arrecado deles, conseguimos pagar algumas dívidas e o dinheiro da bilheteria seria direcionado para outras áreas.

André Cavalcante:

Como Diretor do Nação Azul e, portanto, conhecedor das suas enormes possibilidades, só posso vê-lo como a mais promissora e imediata fonte de recursos para o Clube, já que em um curto espaço de tempo podemos chegar a patamares capazes de garantir a folha da folha salarial do clube. Para fomentar o aumento da arrecadação, teremos em 2016 novidades como o lançamento do programa de pontuação, clube de vantagens, convênio com o  Cartão Mais Saúde, loja itinerante e muito mais.

Miléo Junior:

É um programa de suma importância para qualquer clube de massa. Contudo a implementação efetiva requer ajustes pontuais visando combater a inadimplência e evitando que se torne um concorrente da bilheteria do clube. Fomentá-lo sugere a adoção de medidas que efetivamente atraia o torcedor sem contudo cause prejuízo a receita do clube. Diversificar as categorias de ST e escaloná-lo poderá ser uma das alternativas que iremos avaliar.

Zeca Pirão:

O programa sócio torcedor é uma realidade em todos os clubes de futebol, sua receita alavanca e ajuda na resolução de dividas, contratações e na vida cotidiana de um Clube.

Claro que temos projetos para fomentar ainda mais, para atrair o torcedor para nosso seio. No momento certo esses procedimentos serão apresentados à nação azulina.

5 – Em caso de vitória, pensa em aglutinar forças com alguém das chapas concorrentes?

Alcebíades Maroja:

Sim. Há a possibilidade de juntar forças com chapas concorrentes, porque todos aqui temos- praticamente- os mesmos interesses, que é buscar melhorarias em todas as áreas do Clube do Remo.

André Cavalcante:

O Remo tem que estar acima de tudo. Vencendo, vamos estar de braços abertos para receber ajuda de todos aqueles que amam o Remo.

Miléo Junior:

Com nossa vitória todos os remistas serão convidados a nos ajudar independente de chapas ou grupos. Afinal, é o bem do clube que todos queremos e este momento pode ser uma oportunidade impar para iniciarmos um projeto transformador e perene para a nossa e as futuras administrações do clube.

Zeca Pirão:

Evidente que sim, não somos inimigos e sim adversários em uma luta em prol do Clube do Remo. Seria muito salutar que não tivesse essa disputa, para este mandato tampão. Procuramos todas as chapas, levando essa proposta. Infelizmente, eles já tinham assumido compromisso com seus correligionários, e, não puderam assim proceder.

6 – Quais os planos para o Baenão e a modernização da sede social?

Alcebíades Maroja:

Em 10 meses é impossível dizer que vou levantar tudo. Existem algumas pessoas que estão dizendo que tem R$ 3 milhões para colocar lá. Vai ser feita uma perícia técnica para se calcular o prejuízo ocasionado pela derrubada que fizeram no estádio. Vai ser verificado, dentro de uma sindicância, quanto foi arrecadado com a venda de cadeiras e camarotes. Vamos fazer essa sindicância e ajuizar uma ação para que o responsável devolva o patrimônio derrubado. Vamos buscar parceiros, mostrar a visibilidade que o Baenão oferece para quem aceitar reconstruir o estádio. Temos parceiros em mentes, mas não podemos divulgar ainda.

André Cavalcante:

Antes que qualquer intervenção no Baenão, precisamos fazer um estudo sério de viabilidade do estádio. A partir das respostas deste estudo, poderemos mensurar se teremos ou não condições de investir no modelo definido. Precisamos ter responsabilidade com as finanças do Clube.

Em relação a sede, desenvolveremos o plano diretor da área. Vamos promover a padronização arquitetônica e, assim, a criação de novas áreas de lazer para atender nossos associados.

Miléo Junior:

Estamos propondo a criação de uma diretoria exclusiva para trabalhar os projetos estratégicos para o clube, o retorno a nossa casa, o Baenão, será uma prioridade e a modernização de nossa sede também, para oferecer opções reais de uso e com serviços de qualidade aos nossos sócios. Partindo do diagnóstico de cada realidade e do planejamento, iremos iniciar a prospecção de parceiros que possam vir nos ajudar a tornar todos os espaços do clube autosustentáveis.

Zeca Pirão:

BAENÃO – Na segunda feira, dia 25 de Janeiro de 2016, convido você a visitar o Baenão. Verá o verdadeiro campo de trabalho que ali estará sendo montado.

Nosso projeto e compromisso é dia 15 de Agosto, quando o Baenão completa 99 anos de existência, entregarmos para a torcida em sua totalidade (camarotes, cadeiras, arquibancadas). Tem muito a ser feito, mas vamos conseguir, com a graça de Deus.

7 –  Na sua possível gestão, o Clube do Remo vai aderir ao Profut?

Alcebíades Maroja:

Sim, claro. Aderir o Profut e colocar em prática e assim retirar o Clube do Remo do cadastro de devedores e recuperar a credibilidade.

André Cavalcante:

Sem dúvida nenhuma. O PROFUT é a grande chance do Clube controlar sua dívida tributária, com enormes vantagens, além de possibilitar que o clube passe a deter a Certidão Positiva com efeitos de Negativa, o que fará com que possamos captar recursos de órgãos estatais, assim como de algumas empresas privadas que exigem a prova da saúde financeira dos patrocinados.

Miléo Junior:

É um dos principais objetivos de nossa administração, caso nossos sócios nos dêem esta oportunidade. Criaremos uma Comissão composta de advogados, administradores e contadores, que irão analisar, ajustar, e aderir o PROFUT.

Zeca Pirão:

O PROFUT é uma realidade, não pode ser deixado de lado, é a maior responsabilidade do dirigente, a transparência, o respeito para o torcedor, aquela pessoa simples que por vezes tira de seu próprio sustento para ir ao estádio para ajudar seu clube.

 

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