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Responda quem puder ou quiser. Além de Bergson, unanimidade nada burra entre os  torcedores, artilheiro da série B ao lado de Mazinho, do Oeste, com 16 gols, quem mais você considera importante no atual elenco do Paysandu? Quem deve permanecer para 2018?

Particularmente, não consigo ter uma opinião formada sobre Emerson. A fase não é das melhores, e nosso Neuer negro ainda anda às voltas com o DM. Mas eu,  passional feito uma viúva italiana, não aceito com naturalidade o Paysandu dispensar os serviços de um jogador que já carregou o times nas costas e palmas da mão.

E por falar em terras sicilianas, o reserva imediato de Emerson, o goleiro com ascendência italiana, Marcão Milanezi, está assegurado para a próxima temporada. Principalmente depois de provar que, pelo menos no gol bicolor, a série B não terminou em pizza. Marcão foi o destaque no último jogo contra o Figueirense, com 4 defesas que impediram o Papão de sair de campo levando uma goleada.

Assim como Marcão, devem continuar Diego Ivo, Perema, Guilherme Santos, Renato Augusto e Rodrigo Andrade.

A dúvida é sobre a permanência de  Augusto Recife, Ayrton, Caion e Magno. Pelas últimas cinco rodadas, Caion tem boas chances de continuar, até porque seus concorrentes no ataque deixaram muito a desejar.

Ayrton foi um dos mais criticados pela torcida, menino dos olhos dos tweets corneteiros e “muso” no @FutebolZueiroPA. Especialista em chutes de média distância, pouco produziu nas cobranças de falta e apoio ao ataque.

Augusto Recife me desperta sentimentos parecidos com aqueles trazidos por Emerson: muita gratidão, e a certeza de não estar pronta para um adeus blasé.

A série B chega ao fim sem o Paysandu ter aparecido uma única vez na zona de rebaixamento. Mas o sentimento que fica é o de alívio pelo final de um campeonato tão regular quanto sofrível tecnicamente.  A cada rodada, era um desespero atroz, com gente se descabelando a cada uma das 16 derrotas, procurando resultados dos adversários, e agarrada à máquina de calcular.

No final das contas, sobrou a permanência na série B e uma grande inveja do América-MG, que repetiu um feito bicolor: foi bicampeão da série B, e exatamente duas décadas depois do primeiro título, em 97. Exatamente como o bicola, que fez esta cronista que vos escreve subir de joelhos a escadaria da Basílica, pagando promessa pelo título de 91, e 10 anos depois repetia o feito sendo bicampeão da série B, contra o Avaí. A torcedora já estava com os joelhos recuperados, mas não podia atravessar o gramado da Curuzu em agradecimentos, logo depois do jogo, porque já era então a  jornalista pioneira de respeito. E o coração em chamas.

E é com a alma encharcada da poesia mineira de Drummond, que agora, depois que a luz da série B apagou, lhes pergunto:

E agora, Josés?

Quer ir para a série A,

Série A não há mais.

Josés, e agora?

Josés, para onde?

 

Um oferecimento: Academia Body in Shape

 

4 comentários para “Como será o amanhã bicolor?”

  1. Andrey Rodrigues

    O América encostou… E tem mais uns 5 clubes com o Bi. Tá na hora do Tri, Papão. Acorda. E quanto ao Neuer Negro, concordo. É ídolo, temos que ter paciência com ele. Além disso é ser humano e um ótimo trabalhador, não merecenum descarte assim, como se fosse um refugo.

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